Precisando de um divã?! Fiquei pensando o dia todo em qual seria o meu problema. Estou voltando pra casa, coisa que quero há um tempão... Fui promovida no trabalho, tenho amigas ótimas, baladinhas, um copo "meio cheio"... Então qual é o problema? "Acho que estou com medo de ser feliz pra sempre." Engraçado que quando a gente quer muito uma coisa, parece que não consegue prestar a atenção de que no fundo já está vivendo o que se sonhou. E os desejos mudam, as expectativas mudam, conforme nossa vida vai caminhando... E assim, parar para pensar: o que mais eu quero? Como aproveitar todo o seu presente, sem se preocupar com o futuro? Depois de mais um final de semana inesperado (e sábado então nem se fala... rs), assisto um filme que me fez repensar... A história de uma mulher que depois de 20 anos de casada resolve fazer terapia... Parece drama, mas tem muitas risadas, muitas frases ótimas, muita lição. O que mais me impressionou, foi como a história se desenrolou... Como eu me pareço com aquela mulher maluquinha, que tem umas idéias desencanadas. Mas ao mesmo tempo, quero sempre saber o que está acontecendo, onde devo ir, onde pisar. Não sei se é essa mudança que tá me deixando assim... Não sei se é meu coração que anda ocupado e achando tudo bonitinho! Mas fico com medo do futuro, e não aproveito o presente. Me marcou ela dizer que não se importava que o marido estivesse tendo um caso: " Ele não é meu. Não é propriedade minha. Ele só faz parte da minha vida." Como ser madura a esse ponto? Ninguém é de ninguém. A gente escolhe se quer estar junto ou não. Será? E depois da lição que veio com a doença da amiga... aí sim apertou meu coração... Quando eu me imaginei naquela situação... Meu Deus, e se fosse com a Tati? Por que a gente sempre acha que vai ter uma nova oportunidade de dizer as pessoas que elas são importantes pra gente? Por que não dizemos sempre que sentimos, por que deixamos pra depois, se a única certeza que temos é que todos vamos nos separar um dia? Mudança de atitude. Me lembrou até o filme do Cazuza... "Sou da tribo do abraço". Por que não abraçamos todo o dia quem amamos? Até quando podemos guardar os sentimentos pra depois? Tudo bem, não é pra virarmos um bando de loucos e sair abraçando todo mundo por aí... Mas vamos valorizar o momento. Não vou guardar mais nada! E você, não guarde também. A vida é muito curta para deixarmos o melhor pra depois. Achei um texto antigo, do meu blog de 2006, que não sei bem quem foi o autor... Mas sempre lembro disso, e hoje ainda mais. Vou ler, absorver esse pensamento. E dizer que amo vocês! " Desligou o telefone e se lembrou daquele beijo na escada rolante. Virada para trás, um degrau abaixo do dele, olhos fechados. Com as bocas grudadas, o beijo durara poucos segundos. Por todo aquele tempo, a sensação boa ficara misturada com a certeza de que aquilo iria terminar. Logo. Quando acabassem os degraus. Quando chegassem lá embaixo. Preocupada com a hora de virar para frente, abrir os olhos e afastar as bocas, não aproveitou o momento. Mania boba. Dificuldade antiga. Prometeu que da próxima vez seria diferente. Aproveitaria. Mas não houve próxima vez. Não haveria mais, como ficou sabendo minutos antes de desligar aquele telefone. " Vamos viver tudo o que há pra viver. Vamos nos permitir! Eu juro... vou começar agora!
Escrito por Isa Bella às 07h44
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