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BRASIL, Sudeste, SAO BERNARDO DO CAMPO, Mulher, de 26 a 35 anos
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Bom mesmo é ser feliz e mais nada!


 

Obrigação de estar feliz.

 

Comecei assim, com esse título, que deveria ser uma pergunta, mas virou afirmação.

As pessoas que nos querem bem, querem também nos ver felizes.

E as vezes, parece que vivemos tão apegados a isso, que temos a "obrigação de estar feliz".

Vai, fala sério, você tá reclamando do que?

Tem família, uma casa bacana, um emprego que paga suas contas...

Tem amigos, tem passeios, tem aquela música que você gosta.

Os animais de estimação, aquela coisa fofa que abana o rabinho quando você chega.

Você tem alguém pra ligar, desabafar, tem cama quentinha, pijama, e até o seu chocolate preferido.

Tem seu carro, sua independência, tem um sorriso lindo.

 

Falta o que criatura?

 

Então quando a gente tá triste, tem um monte de gente que te adora, e diz tudo isso.

Prá clarear sua mente, prá você lembrar que tem muita gente numa pior, tem gente em hospital, tem gente morrendo de frio, de fome.

Tem gente solitária.

Mas e você, tá triste por que?

Larga de ser boba e agradeça.

 

Mas tem dias, que a gente acorda assim.

Tem dias que duram demais, que são longos demais p/ ficar lembrando tudo de bom, tem dias que nem tem nada tão ruim pra lembrar...

Mas que mesmo assim, sem motivo aparente, você quer estar triste.

 

Então haja forças p/ arrancar um sorriso, rir da brincadeiras alheias, e concordar: é, você tá certo, não tenho motivo.

Um dia, pelo menos um por ano, a gente precisa estar triste.

Rever, repensar, ou não pensar em nada mesmo, e até deixar tudo como está.

Não precisa mudar nada.

Abrace, delicadamente essa melancolia.

Mas não demais, não esmague, nem se apegue a ela.

Deixa ela tomar conta do seu dia, um só, e depois deixe ela ir.

E depois você se lembra de quantas coisas boas existem em tudo o que passamos, que Deus continua escrevendo certo, e claro, por linhas tortas.

Aceite, viva e mande embora do seu coração.

 

Então hoje, eu sei o motivo.

Eu não estou triste, eu tô com medo.

Medo da mudança da mamis, de estar nessa cidade de novo, medo dos caras malucos que eu conheço, medo de me sentir sozinha.

 

E não adianta correr p/ trás, tentar mudar o curso das coisas. Tudo muda, todos os dias.

Então hoje, eu tenho medo, mas não vou abraça-lo, nem deixar que ele tome conta de mim.

Vou arrumar forças e não me fazer de vítima.

Eu vou agradecer, e lembrar que devemos nos importar com a nossa felicidade, sem dar muito valor para o julgamento dos outros.

Que devemos respeitar tudo o que fazemos,e nunca é tarde para correr atrás dos nossos sonhos.

Nunca nos conhecemos profundamente e tão completamente.

Mas devemos respeitar nossos momentos, e quando for a hora, dar a volta por cima e ter orgulho de ter passado por mais essa.

Não por que temos obrigação se estar felizes (por que felicidade são momentos, mesmo!), mas por que graças a Deus tudo passa, e a alegria sempre volta.

Ela vai voltar, já já! Mas hoje abraço esse medinho bobo, que logo não será nada perto dos novos desafios que virão.

 



Escrito por Isa Bella às 19h30
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" Há emoções que, traduzidas em palavras, perdem grande parte do seu encanto" (CB Gonzalez)

 

...Trabalhando muito... lendo muito... cansada... mas sempre sorrindo no final do dia!

E eu não quero parar, então não me acorde!!!

Amei um texto que lí, e como não estou conseguindo organizar o que escrevo, vai algo aqui que me inspira: Martha Medeiros (Quando eu crescer quero ser assim... rs)

 

Carta para meu próximo namorado:

 

 

“ Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir.

Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar.

Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro.

Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza.

Tenho vida própria, então me faça sentir saudades,

conte algumas coisas que me façam rir!


Viaje antes de me conhecer,

sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude.

Eu saio em conta, você não gastará muito comigo.



Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa.

Respeite meu choro,

me deixe sózinha,

só volte quando eu chamar e...

... não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada!

( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?).

Seja mais forte que eu e menos altruísta!

Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço.

Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade.

Leia, escolha seus próprios livros, releia-os.

Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos.

Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste.

Não seja escravo da televisão, nem xiita contra.

Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai.

Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.

Me enlouqueça uma vez por mês mas...

 ...me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ...

Goste de música e de sexo.

Goste de um esporte não muito banal.

Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia...

 Isso a gente vê depois ... se calhar ...

Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora.

Quero ver você nervoso, inquieto,

olhe para outras mulheres,

tenha amigos e digam muitas bobagens juntos.

Não me conte seus segredos ...

Me faça massagem nas costas.

Não fume ou fume, beba, chore, eleja algumas contravenções.



Me rapte!

Se nada disso funcionar ... experimente me amar!”

(Martha Medeiros)

 



Escrito por Isa Bella às 16h09
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