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BRASIL, Sudeste, SAO BERNARDO DO CAMPO, Mulher, de 26 a 35 anos
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Bom mesmo é ser feliz e mais nada!


 

...E quem um dia irá dizer que existe razão?

 

Correria no dia a dia, frio, muitas coisas acontecendo.

 

Ontem foi dia dos pais, saudade imensa, vontade de fugir.

 

Vontade de esquecer um monte de coisas, e saber que não adianta nada.

A vida vai acontecendo e a gente aproveitando!

 

Achei um texto que dizem ser do Miguel Falabella, e que acabei adaptando.

 

Lindinho.

 

Fica aqui p/ registrar essa saudade!

E que venha logo setembro e as férias em Fortaleza (uhuu!)

 

 

“Em alguma outra vida, devemos ter feito algo de muito grave para sentirmos tanta saudade."


Trancar o dedo numa porta dói.


Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem.


Mas o que mais dói é a saudade.


Saudade de um irmão que mora longe.


Saudade de uma risada da infância.


Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.


Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade.


Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.


Doem essas saudades todas.


Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.


Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.


Saudade da presença, e até da ausência consentida.


Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.


Você podia ir para o trabalho e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.


Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.


Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.


Saudade é basicamente não saber.


Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.


Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.


Não saber se ela ainda usa aquela blusinha azul, que a deixa linda.


Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.


Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre de dieta,


se ele tem assistido as aulas de inglês, se continua assistindo os jogos de quarta-feira,


se ela aprendeu a estacionar entre dois carros,


se ele continua preferindo agua tônica, se ela continua preferindo suco,


se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados,


se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor,


se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.


Saudade é não saber mesmo!


Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos,


não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento,


não saber como frear as lágrimas diante de uma música, ou quando volta pra casa, depois daquele dia pesado.


não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.


Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.


É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...


É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.


Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.


Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...



Escrito por Isa Bella às 09h50
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