***
O mundo em minhas costas
Já teve essa sensação?
De carregar o mundo todinho?
As vezes, eu me sinto carregando um peso que não é meu.
Eu me envolvo.
Eu escuto o desabafo dos outros.
Me dá uma vontade de chacoalhar a pessoa, e dizer: “Páraaaaa já com isso! Se valorize!”
Mas quem ouve conselho?
Ninguém né?
Eu ando ouvindo desabafos.
Sofrendo com o problema dos outros.
Não, minha via não é perfeita!
Mas até que enfim, saí daquele emprego que me sugava.
Até que enfim, tenho tempo para cuidar da casa, de mim...
Tempo para passar com o namorado!
E tempo para ouvir os problemas dos outros.
Mas não sou boa ouvinte, confesso.
Não seu ouvir sem opinar.
Não sei ficar sem escolher um lado: alguém tem que estar certo nas histórias!
Não sei passar em branco e esquecer os relatos.
Como sempre, eu quero tudo agora, eu quero tudo para sempre!
E meu envolvimento é tão grande, que sofro junto!
Como pode alguém sofrer uma dor de amor que não é sua?
Ou alguém entender a solidão quando se está rodeada de gente?
É isso!
Meu pedaço gente, hoje em dia, é todo coração.
Não tenho meus problemas por enquanto, e só posso agradecer minha boa fase.
Mas por outro lado, rezo baixinho.
Tento entender comentários maldosos.
Tento apagar os sintomas de egoísmo alheio.
Por que sei que são fases.
Eu sei que tudo passa!
Mas eu queria mesmo, era o mundo todo sorrindo comigo!
Ah, se eu pudesse...
Dividiria a dor das minhas amigas comigo, com todos, assim ninguém carregava nada pesado demais!
E as alegrias?
Multiplicaria por mil!
Fácil né?
Ninguém merece ter o mundo nas costas.
Então, finalizo o desabafo desejando leveza!
De alma, de coração, de espírito!
Sejamos leves.
E felizes!!!
"Eu queria te falar de paz e amor, de filosofia!
De cinema, de música, e de poesia! ...
... Temos que aprender a ser fortes meu amor, fortes!
E a lidar com as coisas da vida, e da morte! " (Frejat)

“E hoje em dia, como é que diz: EU TE AMO?”
Nem sabia que dava para ser tão feliz assim!
Eu não sabia que poderia passar dias inteiros com uma pessoa, sorrindo, me divertindo, amando!
Nem sabia que discussões não eram coisas normais.
Nem sabia que aquela certa “falta de preocupação” com o outro, era sinal de “falta de amor”.
Eu não sabia que noites mal dormidas, e lágrimas eram sinais de coisas dolorosas.
Eu não sabia que a insegurança, e alguns mistérios eram amostras de relações ruins.
Eu não sabia o que era ser feliz!
Eu já me contentei com bem pouco.
Eu já aceitei coisas quase insuportáveis, por achar que era amor.
Eu já confundi um sorriso de amizade com um olhar de cumplicidade.
Eu já fiz sexo, pensando que era amor.
Eu já me iludi.
Eu já fui quase dependente de alguém que me fazia mal!
Só por que não sabia que podia ser boa sozinha!
Eu já acreditei em quem não merecia créditos.
Eu já sofri, ah! Como sofri!
E demorou tanto para aprender!
Demorou muito para mudar!
E agora, quando quase eu não confiava mais na felicidade, ela me bate assim: plena, completa, imensa!
Eu não sabia que podia ser tão feliz!
Não sabia que era possível tanta afinidade, tanto carinho, tantas coisas boas reunidas em uma pessoa só!
E eu nem me lembrava mais em como era bom ter uma família por perto!
Nem me lembrava o quanto é lindo ouvir: TE AMO, e sentir o mesmo!
E quando eu penso em tudo que já deu errado até hoje, tenho a certeza: era por que o CERTO ainda não tinha chegado!
Agora, neste momento, só coisas boas em minha vida!
Casa e família, e coração alegres!
E um início de ano espetacular!
Meu aniversário com meu amor!
Bolo, surpresas, breja na piscina e tirolesa!
Quadriciclo, salto de para-quedas, e muitas aventuras!
Declarações, noites etílicas e muitas boas lembranças!
Meu amor aventureiro chegou, bagunçando minha estrutura, e me fazendo mais feliz que nunca!
Obrigada “Papai do Céu” e também ao “MEU PAPAI, que já está no céu”.
Eu sei que foram vocês que me trouxeram esse presente mais lindo!
E eu que nem sabia que poderia ser tão feliz!
Hoje sei que meu princípe não é encantando... ele é real!
E não precisa de cavalo branco, nem contos de fadas!
Ele chegou desse jeitinho maluco, e como quem não quer nada, me provando que nem todos os homens são iguais!
Ele é unico, e merece todo meu amor!
Por tudo isso que hoje eu amo, valorizo e aproveito cada momento do seu lado!!!

Soltando laços.
Para mim, chegou, passou da hora!
Chega uma hora em que eu preciso mais do que simples novidades;
Eu preciso mais do que boa sorte, preciso mais do que sorrisos.
Eu preciso mais do que ouvir alguém dizer: “Calma, vai passar!”.
Estou no meu limite.
Físico, emocional, pessoal, e principalmente profissional.
E isso aqui é um desabafo.
É um grito que está preso na minha garganta, é uma lágrima, que mostra todos os dias: Não dá mais.
Não dá.
Já te aconteceu de levantar da cama, e não querer ir trabalhar?
E de ficar contando no regressivo: “Faltam tantas horas para acabar meu dia”?
E de chorar ao pegar o carro, e de chorar na volta para casa, por que o dia foi péssimo, pior do que você imaginava?
Pois é.
Isso está acontecendo comigo.
Só que TODOS OS DIAS.
E não é normal, uma pessoa alegre como eu, chorar todos os dias.
Não é normal alguém que adora dormir, ter insônia toda madrugada.
E meu suplício é de segunda a sexta.
Eu sou obrigada, eu vou amarrada trabalhar.
Eu já amei o que faço.
Eu construí uma história linda, de muitas conquistas, de muita batalha, de muito aprendizado nesses 4 anos e pouco de empresa.
Eu já aceitei situações muito complicadas.
Já virei madrugadas trabalhando.
Já fiquei no escritório 14 hs seguidas, ciente da minha responsabilidade.
Eu já consolei e incentivei quem ainda acreditava nas coisas boas.
Eu motivei quem precisava do emprego, e precisava acreditar que as coisas poderiam ser melhores.
Mas meu tempo acabou.
Eu não acredito mais!
E não tenho nem condições, nem coragem de continuar.
Mas estou presa.
Presa ao “vil metal”.
Mas preciso soltar os laços!
Por que eu tenho coragem de começar de novo, em outro lugar.
Eu tenho forças, e humildade, para começar do zero, ganhar menos, iniciar outra história!
Mas eu preciso de tempo.
Eu preciso de paz!
Eu preciso ser livre!!!
Eu quero sair, e não posso!
Por que vou perder 4 anos de fundo de garantia.
Esses valores que foram retirados do “meu salário”, para que eu tivesse uma segurança quando saísse da empresa, mas que, “por vontade minha”, “se eu sair”, não posso receber.
E infelizmente, eu preciso desses valores.
Eu preciso do meu dinheiro para começar de novo.
E a ganância de grandes empresas, que se dizem estruturadas, modernas, e com uma qualificada gestão de RH, fazem eu jogar no lixo meu diploma de administradora com gestão em RH: estas empresas (ou estes gestores) preferem ter um funcionário a beira da loucura, desmotivado, só para não “dar a carta de alforria”.
É triste, e revoltante.
Todos que convivem comigo, sabem da fase que estou.
E sabem da minha decisão, e de que isso não vai mudar.
Não estou tendo um “xilique”...
Estou consciente da minha escolha, e da minha cura.
Eu preciso sair!
Mas quero o que é meu.
E sei que não é pedir demais.
É claro que estou em busca de outra colocação no mercado.
É claro que eu mesma posso pedir demissão, e arcar com as conseqüências.
Mas é tão difícil aceitar que já “me dei” tanto para um lugar, que já mudei tanto minha vida por uma empresa, e que na hora de ir embora, eu seja obrigada a “sair perdendo” mais uma vez.
Eu sou grata aos 4 anos.
Grata as oportunidades, aos gestores que confiaram em mim, e que me apoiaram.
Mas só eu sei, o quanto o MEU salário ME custa hoje.
Lágrimas todos os dias.
Eu espero realmente, que eu possa me orgulhar dessa história um dia.
Espero que eu possa voltar a amar o que faço, e que volte a ter orgulho de estar em uma boa empresa.
Espero que eu possa ainda ser eficiente e dedicada como sempre fui.
Eu só quero ir embora!
E tenho certeza, que o dia da minha despedida, será para o meu coração um dia mais feliz do que quando eu comecei essa história.
E pretendo, nos próximos desabafos, poder comemorar, ao invés de me lamentar por uma “prisão monetária”.
Eu vou começar outra história.
Eu vou ser feliz e profissional novamente.
Em outro lugar.
E cabe aqui, um agradecimento especial, a toda minha equipe, que não me desampara.
A minha irmã, minha mãe, minha amiga, e ao meu amor, que me seguram nessa fase de lágrimas.
Vai passar.
E as próximas lágrimas serão de felicidade e realização.
I’ll survive.
E você, que chega aqui cheio de opiniões, e verdades, me faça um favor?
Ao invés de me criticar, ou inventar uma formula mágica...
Me deseje FELICIDADE!
E eu garanto, que sendo mais feliz, farei os outros mais felizes também.

****
Feliz Ano Novo!
E no final de mais um ano, parece que todo mundo fica assim:
Prometendo mudanças para o ano que vem, relembrando o que foi de bom e ruim no ano que esta acabando...
E parece que a gente tem a obrigação de fazer melhor, de fazer tudo diferente no outro ano.
Como se um dia, uma madrugada de fogos, mudasse sua história.
Qualquer momento pode mudar nossa história, afinal nossa vida é feita de escolhas!
Eu não preciso colocar os pés na areia, pular ondinhas, para desejar um ano melhor.
Quando eu faço isso, é para participar do momento, é para guardar uma lembrança.
E o ano novo sempre chega, o tempo não pára!
Portanto, cabe a mim, somente a mim, fazer com que ele seja um ano bom.
Os dias continuarão passando rápido para os prazeres!
... e demorando a acabar para as obrigações.
Eu ainda terei contas a pagar.
Datas para comemorar.
Família, e abraço de amigos.
Eu terei mais shows de rock.
Eu terei noites inesquecíveis.
Eu terei trânsito, e responsabilidades em casa, e com o meu trabalho.
Terei mais sorrisos, alguns descansos, eu irei a pelo menos a uma praia que nunca fui.
Eu sentirei saudades do meu pai todos os dias.
Eu ainda terei lembranças.
Eu vou criar novas histórias.
Eu vou ouvir e dizer : “te amo”.
Eu vou brindar!
E ter surpresas.
E lágrimas.
Mais um ano vai começar.
E dessa vez, eu não vou prometer fugir do amor, por que bem no final desse ano diferente, eu fui surpreendida pela presença de alguém que colore meus dias, que me faz muito feliz!
O amor me preenche de uma forma tão simples, tão delicada, tão natural, que me faz ver que tudo o que acontece comigo tem um por que:
É TUDO AMOR.
“Aqui, só tem o bem.
Você pode até me desejar o mal,
Mas eu, te desejo amor!” (Caio Fernando Abreu)
Em 2012 eu vou viver!
Essa é a minha única promessa, apesar de passar a virada vestindo as cores da sorte,
e com os abraços da família,
desejando sempre que no próximo ano existam mais motivos ainda para comemorar!

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Em silêncio!
Mas é só por que esses dias e noites agitados acabaram com a minha garganta, e com a minha voz!
Então resolvi deixar a greve de textos de lado, e escrever.
O último post já está fazendo aniversário de 2 meses, e nesse curto espaço, aconteceram tantas coisas!
Uma das mais marcantes, foi o show da minha banda favorita – Pearl Jam.
Nem tenho palavras para dizer o quanto foi emocionante estar lá, o quanto foi lindo ver as minhas músicas favoritas ao vivo,e o quanto foi especial ter pessoas queridas por perto!
Momento único,vai ficar em meu coração para sempre!
Junto com os momentos musicais, veio o momento saúde.
Começou com um desafio em família, e eu topei, achando que era brincadeira.
· O desafio era a “família Isabella e agregados” participarem da corrida de São Silvestre – 2011.
Eu achei ótimo, estou sem planos para viajar, e faz um bom tempo que não passo a virada do ano com a família.
Mas não era uma brincadeira...
Era sério!
Então começaram os treinos.
6h30 da manhã, e meu tio em casa, orientando e nos incentivando a correr.
Então, eu que detesto exercícios, descobri uma nova paixão: Corridas!
Comecei de leve, mas fui me desafiando.
Machuquei o joelho.
Me tratei, e voltei aos treinos.
Minha primeira corrida oficial foi emocionante, 5km, em pleno centro de SP, uma corrida só para mulheres, em prol da prevenção do câncer feminino.
Minha camisa era rosa, e minha primeira medalha também!
Depois foram novos treinos, mais uma corrida, mais uma medalha, e a expectativa para o dia 31/12/2011.
Tomara que eu consiga completar os 15km e comemorar + este desafio!
Depois, no meio de tudo isso,vieram as músicas, os barzinhos, o rock, e uma nova cumplicidade.
Não tenho outra palavra para o momento que eu vivo.
E quando eu disse que ontem, eu estava feia, com febre, cansada, e que não queria ver ninguém naquele estado, recebi a resposta mais linda:
“Bela, eu cuidaria de você com o maior carinho. E nunca, nem se esforçando muito, você será feia para mim”.
Isso é cumplicidade. Isso é uma nova FASE BOA!
E no trabalho, bem...
Nem adianta reclamar.
Eu sei, todo final de mês é igual, e a tendência é piorar.
Não adianta eu chorar, eu me estressar, eu sair correndo.
Demorou para essa etapa da minha vida mudar também!
E lá vem a minha consciência:
“Depende de mim?
Coragem, menina!
Larga de ser medrosa, acredite no seu potencial, e vai buscar o que te falta!”
Eu vou.
Cada vez mais, sinto que aprendi com tudo o que passou.
Me sinto mais forte.
Mais mulher.
E mais uma vez, de coração, agradeço por quem comemorou comigo todos os shows incríveis desse ano:
Iron Maiden, U2, Frejat, Ultraje e Bikini Cavadão, Whitesnake e Judas, Pearl Jam!
E quem agüentou minhas fases de terapia, minhas promessas de mudanças, e minhas histórias mirabolantes e sorrisos etílicos de madrugada!
O ano ainda não acabou, mas posso dizer (sem palavras): 2011 - o ano ESPECIAL!

***
Noites tão modernas!
E chances infinitas de encontrar alguém que faça minha cabeça, sem precisar pensar!
Nossa que fase boa!
Parece que um terremoto passou, e eu fui construindo uma nova cidade em mim.
Ainda muitos projetos, ainda várias lembranças, e novos moradores em meu coração!
E eu ando achando tudo tão bem vindo, que na hora de dormir, agradeço por mais uma noite!
Até que enfim, os 30 anos realmente comemorados!
Coisa estranha a nossa mente, né?
Ficou parecendo tudo um tanto “bipolar”, um dia mega feliz, no outro nem tanto assim, e eu sempre com a minha mania de analisar tudo.
E todos!
Até eu tomar coragem, e mudar a visão.
Mudar de alvo.
E surpresa!
Mudou tudo junto!
E eu fui perdendo a vontade de escrever aqui, ao saber que ele ainda passava para ver como eu estava.
Que ele ainda lia meus textos, me desejando sucesso.
E o meu coração parou de bater acelerado, ao ver o telefone dele no visor.
E as fotos?
Todas elas, deletadas.
E sem saudades, e sem remorso.
E eu percebi que “nem era tão especial assim”...
E não é raiva contida, orgulho ferido, nada disso!
É simplesmente a realidade da minha vida!
Poxa!
Eu sou um mulherão!
Trabalho, pago minhas contas, escrevo, leio muito!
Gosto de futebol, não sou ciumenta, e adoro uma viagem e uma aventura a dois.
Eu adoro me apaixonar.
Então eu percebi que ele não era um príncipe!
E sim, eu, é que era mulher demais para ele!
Ficou metida agora?
Aposto que ele diria isso.
Mas no fundo, ele sabe de tudo que sou, de tudo que fui, e do que abrimos mão.
Ele sabe que eu posso ser medrosa e um tantinho carente as vezes.
Ele sabe que eu passaria uma noite inteira acordada, conversando, amando.
E eu achava ele perfeito, por que ele conversava comigo!
Por que tomava uma breja, por que cozinhava para mim!
Por que ele vinha me buscar em casa, e me chamava de linda.
Quanta inocência a minha!
Sabe por que?
Por que eu poderia ter tido isso sempre, com qualquer homem que viesse a me conhecer melhor!
Por que era só eu “deixar” acontecer!
Era só eu retribuir o sorriso, numa noite de rock!
Era só eu dar meu telefone certo, e atender a ligação...
Era só eu contar das minhas alegrias, era só EU SER EU MESMA!
Não sei qual parte de mim, não enxergava o quanto estava tudo tão por perto!
Eu sei, não sou nada perfeita!
Mas sou boa demais, isso eu garanto!
E não é mais só uns encontros que me ganham.
Nem os jantares, nem me chamar de linda.
Eu preciso de muito mais, e mereço!
E eu aprendi tantas coisas com ele!
E hoje, sei bem a diferença entre ser LINDA ou ser GOSTOSA.
Gostosa, posso ser sempre.
E u me cuido, tenho silicone, e até atitude...
Isso conta não é?!
Mas eu ser linda, meiga, mulher e contigo?
Só quando você merece.
Capisce?
E finalizo com uma música, perfeita para essa fase atual!
Doce Sal (Danni Carlos)
“Tem que amar com fé,
Tem que morrer de amor...
Pra não se arrepender, depois que o tempo passou!
É!
Tem que dizer adeus,
Pra não acomodar!
Mentira, por mentira,
Eu prefiro ficar SÓ,
Sem você!
Sem ouvir,
Nem dizer.
Por que acabou-se!
E o que era doce, virou sal!
E o mundo continua indo e vindo,
É natural!
Noites tão modernas,
Chances infinitas de encontrar:
Alguém que faça minha cabeça sem precisar pensar!
Se a solidão vier,
Tenta se apaixonar!
Vivendo o dia a dia,
Deixando rolar, é!
Mas TEM QUE SER ALGUÉM, QUE VALHA A PENA AMAR!
Mentira por mentira,
Eu prefiro ficar só!
E sem você!"

***
Dias de folga
E pareceram férias!
4 dias, inteirinhos, para fazer o que me desse vontade!
Planejei tudo!
Praia (mas o tempo esfriou)
Andar de bike (e o pneu furou)
Trocar o óleo do carro, arrumar tudo o que faltava...
Visitar o outback novo, no shopping perto de casa!
E sabe o que eu fiz?!
Nada disso!
Acordei tarde, fiz o almoço que mais gosto!
Fui no salão, fiquei loira de novo!
Sai de casa para ouvir um rock, e encontrei muito mais do música boa!
Encontrei amigos, encontrei sorrisos, encontrei velhas histórias!
Me lembrei dos tempos da escola, das viagens, ai que saudades boas!
Eu assisti a sessão da tarde, eu vi a novela!
Eu ouvi todas as músicas do show do Withesnake, me preparando p/ sábado que vem!
Eu fui ver a banda Almanak, cantei, dancei, encontrei um doutor lindo e seus amigos...
E naquela sexta-feira fria, meu coração se aqueceu de novo!
Domingo de sol, almoço japa, e avenida kenedy e mais lembranças e mais novas histórias!
Que delícia!
Foram alguns dias, mas foi tão bom, que pareciam férias!
E olha só, todas essas coisas boas estavam o tempo todo, aqui, pertinho de mim, e eu fugindo!
Ah, que bom ser a “Bella” de novo!
Faz tempo que não falo isso, mas já te contei que “ando feliz?”.
Que sorte!
E eu continuo na expectativa de + um verão promissor!

***
E não é que tudo passa mesmo?!
Depois de quebrar a cabeça, tentando entender o que de fato aconteceu comigo, eu quase pirei.
Fase estranha.
O oposto do que eu sempre fui.
Minha cama estava sendo minha melhor amiga.
Sem vontade de sair do quarto.
Umas saudades.
Um sono imenso.
Um humor duvidoso.
E não era TPM, pois estava durando uns 4 meses já.
Ainda bem, ouvi conselhos amigos.
Ainda bem, fui procurar ajuda!
E hoje, o que posso dizer?
Estou voltando!
Ficando feliz de novo.
Indo aos lugares que mais gostava, e que andava evitando.
Eu tirei da minha vida o que me fazia mal.
Eu aceitei as minhas perdas.
E algumas mágoas, coisas que me doeram muito.
Mas ví, também, depois de tudo isso, que sou forte.
Que já não sou tão menina.
E que nunca estive sozinha!
Eu só posso agradecer por quem não desistiu de mim!
Por quem não saiu do meu lado, mesmo quando eu mandei embora.
Por quem não acreditou na minha loucura.
Por quem sabia da minha essência, e tudo que estava em mim, mas eu fazia a maior força pra esconder.
Eu estou começando de novo!
E dessa vez, olha que lindo, me divertindo mesmo!
Eu não sei o que me deixou tão triste...
Não sei se tudo realmente começou com a perda do meu pai...
Com a perda de alguns amores.
Ou com a minha mania de gostar de "quem não gosta de mim".
Eu, que odeio clichês, estava vivendo como em um seriado.
Contando capítulos, esperando episódios.
Esqueci quem eu era!
Me apaixonei e me desapeguei tantas vezes, que me acostumei a perder.
Aceitei as perdas, antes delas realmente acontecerem.
E hoje eu sei, essa menina-mulher, tá aqui comigo, sou eu!
E não preciso mais fugir.
Nem fingir que tá tudo bem.
Nem pensar que está tudo mal!
O mundo dá voltas, e o que é realmente bom, volta.
Estou feliz.
Não estou curada!
Mas hoje eu sei como é se sentir só.
Sei como é deixar a solidão te abraçar;
Sei o que é depressão.
Estou aprendendo a me defender!
E hoje, o mais tenho feito, olha que simples: tendo mais momentos de diversão!
Não existe felicidade plena, mas todos os dias, podemos ter acontecimentos especiais!
Já não tenho tanta pressa.
Já não tenho tanto medo!
E ainda tenho um coração enorme, machucadinho, mas que está se curando!
E me faço linda, e começo tudo de novo!
E meus dias não são mais tão cinzas!
Eu sobrevivi!

***
Auto-Ajuda
Descobri uma literatura nova, que andou me encantando inicialmente.
Começou com um áudio-livro.
No trânsito, no caminho do trabalho, fui ouvindo os capítulos do livro: “Por que os homens amam as mulheres poderosas”.
No começo, eu fui dando risada, daqueles conselhos que a nossa própria consciência nos dá, toda vez que conhecemos ou começamos um relacionamento.
Ou, mais sinceramente, sobre a nossa mania de ver todo novo encontro como relacionamento.
Achei engraçado, um pouco moralista, um tanto instrutivo.
Até chegar no final da semana, e ficar com uma certa raiva “daquela voz de mulher” que vive no meu carro.
Era só ligar o carro, para ouvir os conselhos mágicos: “não ligue no dia seguinte, não faça um jantar especial para o cara por que se não ele nunca vai te levar para jantar, nunca vá dirigindo ao encontro dele, faça ele te buscar”, e por aí vai.
Alguns conselhos, claro, são valiosos, e fáceis de aplicar, basta querer!
Estar mais arrumada, sair mais bonita, “se dar a oportunidade” de conhecer gente nova.
Coisas que a gente sabe, mas quando estamos um tanto “descrentes” das relações a gente esquece.
Mais fácil ficar em casa com esse frio!
Até me dar conta, que no final, esses conselhos me davam a sensação de que eu sempre fiz tudo errado!
Opa, por isso então que meus relacionamentos são relâmpagos, e eu saio magoada de todos eles?
Tantas informações, e tantas negativas, quase me deixaram maluca.
Até eu perceber, que se eu seguir todos os eles, vou deixar o primeiro conselho, e o mais importante de lado: EU MESMA!
Não adianta fórmula mágica, as pessoas são diferentes, as situações e relações são diferentes!
Eu posso ouvir, e seguir alguns conselhos.
Aprender algumas “dicas”.
Mas não posso, de jeito nenhum, me esforçar só para ser a mulher poderosa, e perfeita.
Aquela que os homens amam, admiram, mas que no fundo, ela se sente uma boneca.
Inflável, para os momentos quentes.
De porcelana, quando precisamos ser mais inocentes.
Então resolvi desligar aquela voz no meu rádio.
E perceber, que muitas coisas eu não quero mudar.
Claro, adoro quando alguém me busca em casa.
Mas isso não precisa ser regra, nem obrigação.
Tem que ser natural.
E sim, eu tenho meu carro, e GPS, que me leva para muitos lugares!
Eu gosto de cozinhar e receber pessoas em casa.
E os almoços, e possíveis jantares que faço para quem eu gosto, não são, de jeito nenhum uma “arma de conquista”.
Eu cozinho, por que amo, faz parte das coisas que mais gosto.
E convido, só quem eu gosto da compania.
Puro, e simples assim.
E sou contra joguinhos, e manipulações.
Não gosto de “dar as cartas”, nem de esperar para “pegar o morto”.
Eu percebi, que posso continuar sendo eu mesma, e só assim, consigo o mais importante: ME amar do jeito que sou.
Quando eu me amo, me aceito, e faço as coisas livremente, com as minhas escolhas, sem me importar se é o certo, se alguém vai me ligar depois, ou se alguém vai me encher de conselhos quando eu resolvo fumar meu cigarro, ou sair com aquele cara que não vale nada, é assim, desse jeito, que arrumo forças, e histórias para ser feliz!
Respeito essa nova literatura.
E por mais que demore, um dia, ainda vou escrever meu próprio livro.
Sem conselhos, sem formula mágica.
Por que é de imprevistos que a vida é feita.
E se eu errar de novo, mais uma história para meu coração.
E se eu acertar, mais um motivo para comemorar.
Eu sou assim.
E ainda amo, todos os meus defeitos e todas as qualidades!

***
Com o coração
Acho que ando esquecendo que tenho um coração.
Esquecendo que a maior força que move o mundo, que move tudo, é o amor.
Final de semana diferente, especial.
Um show perfeito para extravasar.
Músicas antigas, várias lembranças.
Rock, breja, sorrisos.
Um CD novo.
E no sábado, foi a segunda vez que minha mãe passou por aqui com o namorado.
Na primeira, doeu muito.
E hoje, foi uma festa.
Meu coração se acalmou.
E eu consegui ver ela mais feliz.
Eu senti um abraço apertado quando ela entrou em casa!
Eu vi o orgulho dela, falando dos filhos, e do almoço que eu tinha preparado.
Eu falei da terapia, dos shows, do meu trabalho.
Dessa vez, minha “mãe- amiga”, estava de volta!
E nela, nada mudou.
Mas em mim, mudou um mundo.
Estou lendo mais.
Saindo menos.
Me cuidando mais, curtindo outras companias.
Parece que um tanto de angústia passou.
E outros sentimentos andam rondando meus sentidos.
Um tanto de mágoa, e uma vontade, uma dúvida.
Uma saudade.
E eu assisti o desenho “RIO”.
E consegui chorar em um desenho!
E pela primeira vez, não foi de tristeza: foi de felicidade!
Que história linda!
Cada “entrelinha” daquela história me tocou.
E fala, discretamente, sobre solidão.
Sobre se sentir diferente dos outros.
Sobre encontrar uma amizade onde menos se espera.
Sobre a força de uma amizade verdadeira.
Fala sobre amor.
Sobre primeiras conquistas, sobre novas viagens.
Fala sobre coragem.
Sobre família, e as escolhas que se fazem, ao se casar.
Sobre liberdade.
Mas para mim, o mais importante, o que mais me tocou, foi quando a Arara, único macho de sua espécie, precisava aprender a voar.
Ele tinha medo.
De voar, de falhar, e de ser livre.
Quem nunca teve medo?
Ele tentou muitas vezes.
Caiu, se machucou, decepcionou alguns.
Mas o conselho mais importante, foi dado por um amigo:
“Você não precisa ter coragem. Você só precisa sentir e agir com o coração.”
E quando ele precisou saber voar, para salvar um amor, deu certo!
Bonitinho, né?
Por enquanto o meu ainda está de férias, sem sentir nada.
Mas vou lembrar disso nas minhas próximas escolhas.
Nem todos os relacionamentos nos fazem sofrer.
E não podemos fechar nosso coração, toda vez que algo nos decepciona.
Será que vou saber voar de novo, algum dia?!
E vou fechar com uma frase, que achei puro coração:
“Deus criou a amizade, por que ele sabia, que se o amor machucasse, a amizade seria a cura!” (Autor desconhecido)

***
Quem?
Quem foi que escreveu isso?
Quem pensou essas coisas todas, quem foi que se explicou desse jeito?!
Resolvi ler meus textos antigos.
E os atuais.
Estranho.
Não me reconheci em nada!
Eu sei, fui eu quem escreveu tudo.
Muitos deles, foram situações que passei.
Outros, foram histórias que ouvi.
Ou conversas sobre músicas, filmes, ou outro texto que eu li.
Foram primeiros encontros, últimos, desabafos.
Eu me lembro daquelas conversas.
Me lembro das sensações.
Mas, não sei por que, não me enxergo mais.
Nem nos textos recentes, nem no texto anterior!
Será que sou um personagem?!
Não é possível eu ter mudado tanto, em tão pouco tempo.
Mas as vezes, me vejo observado, como se eu estivesse “de fora” de mim.
Observo o que eu pensei no momento.
Me lembro do frio, ou do calor de alguns deles.
Vagas lembranças de sentimentos.
Me lembro do que ouvi.
E uma voz, agora, dentro de mim, me fazendo mudar tudo.
E eu já não me importo com quem lê.
Meus textos deixaram de ser “recados indiretos”, quando eu não tinha coragem de contar “diretamente” alguma coisa.
Eu perdi a vergonha!
E perdi o medo.
Hoje, eu falo ao vivo, na hora, o que eu sinto.
Ou, como muitas vezes, saio correndo, e penso sozinha.
Sei lá o que anda acontecendo.
Só sei, que, agora, eu não quero te contar!
Quero viver esse momento, e saber até onde ele me leva.
Sem expectativas, sem pretensões, sem futuro marcado.
Ainda não sei se os meus escritos eram uma forma de ser uma personagem, bonitinha, descolada, de coração grande demais.
Ou, se a personagem, agora, é essa que escreve. Sem paciência, e sem vontade de dar satisfações.
Só faço o que quero.
E hoje, essa conversa acaba por aqui.
Será que é TPM, personagem, ou pura SERENIDADE?

***
Vivendo e Aprendendo a Jogar,
Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas... aprendendo!
Já experimentou a sensação de deixar de ser importante para alguém?
Muitas vezes, nossos relacionamentos, ou “quase-relacionamentos” acabam, e ficamos com aquela pergunta na cabeça:
“Onde foi parar aquele cara que me ligava, com idéias e programas ótimos para sair?”
“Onde foi parar, aquele carinho todo, aquelas ligações, e cumplicidade?”
“Por que ele sumiu?”.
Eu não sei as respostas.
Mas sei cada vez mais, que as pessoas são diferentes do que elas “pintam” nos primeiros encontros.
Aquela pessoa interessada, que “corria atrás” de você, depois que você baixou a guarda, depois que ouviu tudo de bonitinho, simplesmente, evaporou!
Acontece.
E dói para quem se envolve.
Homens são diferentes das mulheres, e não adianta tentar mudar isso.
Eles são caçadores.
Gostam do mistério.
Gostam de ficar em dúvida, parece que quanto mais a gente foge, mais eles se aproximam.
E mulheres, do lado oposto: Quanto mais o cara nos procura, mais nos interessa.
Claro, exceto quando são aqueles tipos de caras que você ficou por ficar, para preencher a noite...
Ai eles ligam, e a gente desliga.
Mas eu tenho certeza, absoluta, que esse “tipo” de coisa, acontece mais com os homens.
Conheço mulheres fugindo de caras “certinhos, bonzinhos, melosos”, e correndo atrás dos “caras errados”;
Ai, quando acontece com a gente, quando o cara some depois que você virou a boazinha, a gente não entende por que!
Jogos, gato e rato, mistérios, histórias confusas.
A gente sempre tenta acertar!
Assisti outro dia o filme “Qualquer gato vira lata tem uma vida sexual mais sadia do que a nossa”.
Adorei, animado, cheio de verdades.
Fala do instinto dos homens, fala que eles precisam conquistar, que eles precisam se sentir “escolhidos”, pela mulher que “eles escolheram”.
E aí mora a verdade.
A mulher que “eles escolheram”.
Não adianta sair gatinha, dançar do lado, arrumar encontros casuais.
Claro, eles não vão dizer “não”, já que você teve a coragem de chegar junto!
Eles não perdem uma primeira noite com uma “mulher tão bonita quanto você”.
Você ganha o gato fazendo isso.
Por uma noite.
Essa é a regra, mas existem exceções.
Porém, meu bem, o mundo tem mais regras que exceções.
O filme mesmo, mostra a contradição.
O professor cheio de regras, se apaixonou pela mulher que não ligou para nenhuma delas.
Pode acontecer.
Mudam-se as regras, muda-se o jogo.
Ser solteira, é uma montanha russa.
A gente pede, quase que todo dia, para conhecer um cara legal.
Um dia, acontece, “até que enfim, um namorado!”,
E mudam-se as inseguranças, os medos, muda-se “a fase do jogo”.
Por que a vida é assim.
Por mais que eu não concorde, parece mesmo um jogo, cheio de fases, que precisamos alcançar.
Fase 1: Conhecer alguém,
Fase 2: Gostar desse alguém, e que ele goste de você!
Fase 3: Namorar.
Fase 4: Conciliar amigos, família sua e dele, programas, trabalho.
Fase 5: Conciliar brigas, expectativas, convivência!
Fase 6: As pessoas perguntando sobre casamento!
Fase 7: Os preparativos do casório...
(Vou parar por aqui, esse foi o máximo que cheguei nesse jogo...rs!)
Odeio joguinhos, inseguranças e essa bagunça de sentimentos.
Mas é uma delícia passar por tudo isso também!
Depois de muito pensar, em como eu deixei de ser importante para alguém, me lembrei que muita gente também já deixou de ser importante para mim!
E o que é verdadeiro, e essencial, não se perde no tempo.
Continuo na torcida de conhecer alguém sem medos, e sem regras.
Sem expectativa de “namoro ou amizade”.
Em um mundo perfeito, isso aconteceria sempre!
No meu mundo, bom, estou de volta a primeira fase.
Por enquanto, esperando “matar alguns dragões”, vencer uns “inimigos”, e quem sabe, ter a sorte, ou a coragem, de mudar de fase?!
Nesse mundo de “jogos”, eu prefiro ser o prêmio!
Ainda não fechei o jogo, mas aprendi alguns truques...
E eu sei muito bem, que não tem jogo, nem regra, nem fase, que impeça alguém de fazer o que quer.
Ele não ligou mais?
Ele não quis!
Não se faça de santinha, por que você também já fez isso com alguém!
Muda de fase, vira a página, e logo algo novo e importante aparece!
Pode ser logo?

****
Foi lindo!
E eu até esqueci que essa semana foi pesada demais.
Esqueci que ouvi muitas coisas, de muitos lados, e pensei até em mudar meu nome, só pra não ouvir mais alguém chegando e falando: “Isaaaa, me ajuda?!”.
É assim, todo final de mês arrumo vários amigos.
E vários inimigos.
Profissionais, todos.
Passou dia 30, cada um segue sua vidinha.
E aparecem de novo, na última semana do mês.
Passa rápido...
Mas desgasta.
Todo final de mês, mesma coisa: penso em mudar de vida.
Ter a coragem de procurar outro emprego.
Não ficar tanto tempo no trânsito, nem ser “praticamente obrigada” a ficar no escritório 15 hs seguidas...
Eu penso, mas ainda não tenho coragem sequer de começar a mudar.
Já disse que DETESTO mudanças?
Pois é, por isso, minha reclamação dura uma semana.
E para quem anda sem muitas novidades, a melhor de todas, foi fazer EXATAMENTE o que mais gosto nesse final de semana!
Sexta, de folga, com almoço especial, cinema, compras e roupas novas, e uma nova baladinha.
Companias ótimas, e certeza de risadas!
Mas lindo mesmo foi sábado.
Um show com o cantor nacional que mais amo: Roberto Frejat.
Amo.
Aquele jeito de “homem, menino, descolado, roqueiro”.
As letras, as músicas.
O “s” puxado, de carioca.
Os cachinhos nos cabelos.
Sempre curti a fase rebelde, mas com letras sentimentais.
Mas ontem, foi FENOMENAL.
Ele cresceu.
Virou pai de família, adulto, daqueles que dá orgulho de ver.
E no show de ontem (é a terceira vez que assisto ele ao vivo), ele conseguiu me surpreender.
Quem tem um ídolo, respeita, apóia e ama todas as fases dele.
Há 3 anos atrás, assisti o “intimidade entre estranhos”;
Foi um fase “estranha”. Músicas introspectivas.
Ninguém entendeu o que estava rolando com o Frejat.
Mas eu amei mesmo assim, até as músicas mais tristes.
Porém, sou fã assumidíssima da época do “Barão Vermelho”.
Eu era menina, e só conheci as músicas e tudo mais com 20 anos.
Desde então, 10 anos, sonhando, admirando, e principalmente ouvindo músicas que me tocam, que me identifico.
O Cazuza morreu quando eu tinha 5 anos.
E muitas das músicas eu só ouvia, e decorava, mas nunca imaginava, ver meu ídolo, ali, pertinho, “tocando o que me toca”.
O Frejat mudou.
E tocou o que mais amo: MPB (e Marisa Monte!), tocou Lobão, Legião, Cassia Éller, Kid Abelha!
E as músicas dele, e do Barão que mais amo.
Com direito ao filho dele, Rafael, tocando e encantando!
Eu poderia ter escolhido esse repertório “a dedo”.
Não teve uma única musica que eu não conhecesse, independente de qual artista era a múscia que ele cantou.
Eu me senti em “pleno barzinho com violão”, feliz, com tudo que mais amo.
Eu ouvi ele cantando “Malandragem”, e chorei feito uma garotinha, “esperando o ônibus da escola sozinha”.
Eu amei ver ele cantando “Ainda é Cedo”, meu hino dos últimos tempos.
Eu sorri ao ouvir “Exagerado” ao vivo.
Parecia um sonho.
E me lembrei, me dei conta, de que quero isso há tempos.
Há tempos procuro um programa que me deixe feliz.
Que eu guarde só boas lembranças.
Foi perfeito.
Minhas irmãs por perto, meu amado no palco, e todas as músicas do meu coração!
E para finalizar uma noite perfeita, Applebees e sobremesa.
E quando chegou aquela torta de maçã fumegante, com calda de doce de leite, eu só consegui pensar: “Faz tempo que não sou tão feliz assim!”.
Então eu esqueci o que aprendi, por alguns momentos, e fui dormir tranqüila, feliz, realizada.
Nem sempre tenho dias tão bons assim.
Ultimamente, me decepciono com várias pessoas, em diversos níveis.
Muitas vezes, tenho tentando mandar no meu coração.
E além de ter que aprender a “fechar a boca”, preciso aprender a “cortar os dedos”, e não mandar mensagens para quem não deve.
Nessa noite, não lembrei de nada disso.
E de nenhuma regra, dessas coisas chatas que preciso fazer para me adaptar ao mundo real.
Nessa noite, eu sai feliz, voltei feliz, fui eu mesma!
Chorei, gritei, sorri, e sai correndo para fumar um cigarro.
É isso ai.
Sou assim mesmo, mas só de vez em quando!
E foi ótimo ter essa noite, e começar a semana com energias boas.
Que venham os próximos!
Posso garantir que está sendo mais legal aprender “pelo amor” do que “pela dor”.

****
Encerrando um ciclo
Com chave de ouro, com o coração calmo.
Não sei se eu precisava passar por tantas coisas.
Ainda não descobri o que eu tinha que aprender com isso tudo.
Mas aconteceu.
Foram momentos lindos, risadas, descobertas.
Foi alguém que ficou comigo quando voltei para São Bernardo.
Quando terminei um noivado, e me sentia estranha no meio de tudo.
Depois foram baladas, barzinhos e histórias etílicas, de algumas me lembro, de outras eu queria esquecer.
Foram algumas lágrimas.
Mentira, foram várias lágrimas.
Depois, um novo relacionamento.
E ele ali, do lado, sei lá por que aparecia quando eu estava brigando com quem agora é meu ex.
Depois foram discussões.
E momentos de fazer as pazes.
Amizades desfeitas.
Quase 3 horas de conversa para colocar todo assunto em dia.
Compania ótima, ele dava risada das minhas piadas.
Ele não ligava quando eu dizia ter saudades do meu pai.
E nem reclamava do cigarro, velho vício e velho alívio.
Muitas coisas aconteceram em tantos anos, desde que mudou tudo em mim.
Meu pai se foi, meu noivado acabou, mudei para Santos.
Voltei de lá, badalei demais.
Viajei, me diverti, conheci gente nova.
Me apaixonei de novo.
Eu vivo me apaixonando, como ele mesmo diz.
Acreditei em coisas que não devia.
Me decepcionei, levantei, fiz um curso novo.
Fui promovida.
Tirei férias, coloquei silicone.
Recebi elogios.
Conheci gente que nem deveria ter passado pela minha vida depois disso.
As vezes me pergunto: por que algumas pessoas (digo, homens!), são tão moleques, passam nas nossas vidas, invadem nossos dias, contam mentiras, e acabam ilesos dessa história?
Mentira e paciência tem perna curta para pessoas assim.
Tem momentos que eu adoraria apagar.
Tem coisas que eu, se pudesse saber o que sei antes, não teria vivido.
Aprendizado.
E resignação.
Vem ler meus textos bonitinho, vem se fazer de legal.
O tempo passa, e suas mentiras também tem perna curta.
E eu sei que você é mais um babaca.
Você pode jurar que não foi, que não é, que é um menino “direitinho”, “de família”.
Mas eu sei o que seus olhos me diziam.
Eu sei das noites, e das suas ligações.
Eu sei que você sabe conquistar, e depois, fingir que não rolou nada.
Não tem problema, sou mulher.
Me apaixono, vivo intensamente os sentimentos e os momentos.
Meu coração se abre.
E eu sei o que é ser de verdade.
Coisa que você, bem, quando crescer, um dia saberá.
Depois de tantas histórias confusas,
Quase um reencontro forçado na madrugada.
E uma nova mensagem no celular, de um telefone velho conhecido.
Meu mundo dando voltas.
Umas cervejas, um bate papo, um beijo explosivo.
Mais uma promessa sem expectativas.
E ele nem sabe que eu na acreditava mais.
Meu mundo dando voltas, e colocando um ponto final.
Em 4 histórias, todas de uma vez.
Cada uma com seu personagem, que mudou minha vida.
Uns fortes, uns fracos, uns príncipes, uns folgados.
Todos passaram.
E uma certeza absoluta: não me arrependo.
Mas não faria de novo.
E “se” o universo conspira sobre o que a gente realmente quer, que dessa vez, eu passe a mensagem correta!
“ eu já sei namorar, já sei beijar de língua, agora só me resta ganhar!
Não tenho juiz, se você quer a vida em jogo, eu quero é ser feliz!”
Ainda bem que as coisas passam.
Ainda bem que tudo acaba.
E que algumas lembranças eu consiga apagar mesmo, junto com o “nojo” que estou sentindo de algumas situações.
Não vejo a hora de começar essa nova fase ouvindo ao vivo e em cores as músicas que me tocam.
E que a próxima compania seja real, que me goste, me aceite, e me admire.
Eu que eu não permita, nunca mais, que façam comigo, o que eu não faria com outros.
E fechando este ciclo com música, claro:
“ Quem virar o jogo, e transformar a perda, em nossa recompensa?
Quando eu olhar para o lado, eu quero estar cercado, só de quem me interessa.”
Esse livro acabou.
Página virada, em branco, prontinha para novas linhas.
Eu mereço!

****
O amor em seu formato mínimo
Depois de ler as reportagens na Veja da semana passada,
Depois de assistir alguns filmes,
Depois de uma semana cheia de novidades,
E de muitas músicas ouvidas e curtidas no trânsito,
Eis que uma delas chamou minha atenção.
Poesia pura, melodia linda,história real.
Triste?
Não sei se a realidade é triste, ou somos nós que gostamos de fantasiar.
O fato é que tem se falado “muito” em relacionamentos.
Não sei se é pelo mês de junho,
Não sei se muita gente anda se sentindo só,
Ou se sou eu mesma, que gosto de ficar cuidando do que acontece com os outros.
Na veja, se falou muito sobre conhecer alguém “compatível” virtualmente.
Nos filmes, ou é uma comédia romântica, que tudo acaba bem no final,
Ou é um filme que discute relacionamentos, e termina sem pé nem cabeça!
Será que relacionamentos são assim: “sem pé nem cabeça”?
Enfim.
A música que me chamou a atenção se chama “Formato Mínimo” do Skank.
A música é em português, mas eu tenho mania de traduzir do meu jeito, tudo que leio ou escuto, portanto, na minha “livre tradução”, a música fala da solidão de relacionamentos rápidos.
Não estou falando de encontros, de cinemas, mãos dadas.
Rápidos, daqueles de uma noite só.
Aqueles em que a gente não troca telefones.
Aqueles em que as vezes dá vergonha de ter participado,
Ou aqueles em que dá saudades pela loucura feita.
Encontros de uma noite só.
Sou mulher, e não sou hipócrita.
Eu não conheço uma mulher solteira, que saia de casa, disposta a conhecer alguém para ficar uma noite só.
Mesmo que a gente não saiba o que nos espera em um barzinho, uma festa, ou um show...
Sempre que há a possibilidade de conhecermos alguém novo, a gente torce, secretamente (ou descaradamente) para que seja “alguém legal”.
Para que o papo seja bom, o beijo seja ótimo, para que gostem da gente, e para que a gente goste deles também.
As vezes, estamos tão irritadas com tudo, que sair com alguém, uma noite só, pode ser uma “escapadinha”.
“Fugir um pouco da solidão, receber um pouco de carinho, elogios, e algumas lembranças.”
Tudo isso, em uma noite só.
Um desconhecido, ou um “amigo”.
O amor em seu formato mínimo.
Muitas vezes, não foi “por isso” que saímos de casa.
Nem que compramos aquela roupa nova, e caprichamos nos sorrisos .
A gente espera mais.
“Procuramos um príncipe, enquanto eles procuram a próxima”
A intenção é essa, sempre, por mais “liberal” que possamos “tentar” ser.
Exceto pelas “profissionais do ramo”, ou “adolescentes deslumbradas”, nenhuma mulher sai de casa, conhece alguém, passa uma noite incrível e sai imune disso.
A não ser que a noite não seja tão incrível assim, ou que a gente acorde na maior ressaca.
Ainda sou do partido em que “juntos” somos melhores do que “sozinhos”, mas sei bem como é sair de casa, e se deixar envolver por um amor em formato mínimo.
Pode ser um pouquinho, pode não ser o que eu queria na verdade...
Pode ser que eu morra de vergonha, ou de orgulho no dia seguinte.
Depois te tantas leituras e filmes, de uma coisa tenho certeza: relacionamentos acontecem.
E são tão deliciosos quanto difíceis.
E podem vir completos, pela metade, bagunçados... ou em formato mínimo.
O que importa é se nos deixa feliz.
Hoje, ou só hoje, ou para sempre, ou quem sabe?
Depois de encontros e desencontros...
Por enquanto, expectadora.
E deixo com vocês essa letra de música.
Para mim, pura poesia, daquelas doloridas, que rasgam na sua cara a realidade.
Mas com uma melodia tão linda, que acaba me encantando.
E quem nunca passou por isso?
Talvez não saiba a dor e delícia de ser o que é.
Formato Mínimo – (Skank)
“Começou de súbito,
A festa estava mesmo ótima!
Ela procurava um príncipe...
Ele procurava a próxima!
Ele reparou nos óculos,
Ela reparou nas vírgulas.
Ele ofereceu-lhe um ácido
E ela achou aquilo o máximo
Os lábios se tocaram ásperos
Em beijos de tirar o fôlego
Tímidos, transaram trôpegos
E ávidos, gozaram rápido
Ele procurava álibis
Ela flutuava lépida
Ele sucumbia ao pânico
E ela descansava lívida
O medo redigiu-se ínfimo
E ele percebeu a dádiva
Declarou-se dela, o súdito
Desenhou-se a história trágica
Ele, enfim, dormiu apático
Na noite segredosa e cálida
Ela despertou-se tímida
Feita do desejo, a vítima
Fugiu dali tão rápido
Caminhando passos tétricos
Amor em sua mente épico
Transformado em jogo cínico
Para ele, uma transa típica
O amor em seu formato mínimo
O corpo se expressando clínico
Da triste solidão, a rúbrica”

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